terça-feira, 29 de outubro de 2019

Resenha: O contador de histórias




O filme conta a história de Roberto. Um menino que com apenas seis anos de idade foi levado pela sua mãe para FEBEM.
Moravam na favela. Em uma casa simples, em Minas Gerais. Sua família era formada por seus irmãos e pela sua mãe.  Todas as noites, junto com os moradores, se juntavam em uma casa para assistirem a única televisão que, tinham em preto e branco.
Assim, a mãe de Roberto viu a propaganda da FEBEM. Dizia que lá as crianças poderiam ter uma educação e uma vida melhor. Que poderiam ter grandes profissões. Iludida, levou Roberto. Achando que era o certo para sua caçula.
Roberto, nunca ficava contente. Sempre nas madrugadas ele e seus amigos pulavam os muros e fugiam, sem medo do que podia acontecer. Divertiam-se roubando, furtando... Mas sempre eram pegos e punidos, mas sempre isso se repetia, varias e varias vezes.
Tinha sido estuprado, violentado, maltratado... Tudo isso para conhecer a generosa “Margarith”. Foi  uma mulher francesa  pedagoga que veio para o Brasil para estudar as crianças da FEBEM. Nisso encontrou Roberto, e achou que seria muito bom saber sobre ele e sua historia até chegar.
No começo ele não falava nada, calado, sem sair nenhum som da boca dele. A única coisa que o interessava era uma espécie de caixa que ela usava com um microfone que ela usava para guardar suas  “anotações”.
Para ela, ele precisava de ajuda. Que poderia se tornar um menino melhor.
O filme mostra a realidade. Mostra Roberto enfrentando seus medos, indo atrás do que quer. Enfrentando o racismo.