O filme
conta a história de Roberto. Um menino que com apenas seis anos de idade foi
levado pela sua mãe para FEBEM.
Moravam na
favela. Em uma casa simples, em Minas Gerais. Sua família era formada por seus
irmãos e pela sua mãe. Todas as noites,
junto com os moradores, se juntavam em uma casa para assistirem a única
televisão que, tinham em preto e branco.
Assim, a mãe
de Roberto viu a propaganda da FEBEM. Dizia que lá as crianças poderiam ter uma
educação e uma vida melhor. Que poderiam ter grandes profissões. Iludida, levou
Roberto. Achando que era o certo para sua caçula.
Roberto,
nunca ficava contente. Sempre nas madrugadas ele e seus amigos pulavam os muros
e fugiam, sem medo do que podia acontecer. Divertiam-se roubando, furtando... Mas
sempre eram pegos e punidos, mas sempre isso se repetia, varias e varias vezes.
Tinha sido
estuprado, violentado, maltratado... Tudo isso para conhecer a generosa
“Margarith”. Foi uma mulher francesa pedagoga que veio para o Brasil para estudar
as crianças da FEBEM. Nisso encontrou Roberto, e achou que seria muito bom
saber sobre ele e sua historia até chegar.
No começo
ele não falava nada, calado, sem sair nenhum som da boca dele. A única coisa
que o interessava era uma espécie de caixa que ela usava com um microfone que
ela usava para guardar suas “anotações”.
Para ela,
ele precisava de ajuda. Que poderia se tornar um menino melhor.
O filme
mostra a realidade. Mostra Roberto enfrentando seus medos, indo atrás do que
quer. Enfrentando o racismo.